Quando o rio encontra o mar e tudo faz sentido

E um dia desses, eu estava fazendo um hiking em uma geleira qualquer aí da Noruega…

Sim! Estou na Noruega há pouco mais de dois meses e vou contar pra vocês, caros leitores, o que ando pensando ultimamente. Para ser completamente honesta, o que mais tenho feito estes dois meses é pensar…

Visualize a situação: uma moça carioca (ou fluminense, sei lá) de 21 anos que sempre morou com os pais na cidade conhecida como “Formigueiro das Américas” – 13186 hab/km² segundo Wikipedia – recebe uma oportunidade de morar na cidade de Trondheim, Noruega (451 hab/km²). Isso significa que a senhorita deixou todo o mundo tropical que conhecia, juntamente com as pessoas especiais que o povoam, e foi embora sozinha viver numa cidade com poucas pessoas, nenhum barulho e ônibus que chegam na hora certa. Isso parece algo que aquela louca – faladeira – risonha – barulhenta – pseudo-cantora Lisandra faria? Claro que não! Pois bem, ela empacotou o que pode e levou todo o resto no coração.

Ela teve que aprender a pensar antes de falar, a decidir não falar em muitas das ocasiões, a sorrir e acenar diversas vezes enquanto refletia “O QUE ESTOU FAZENDO AQUI?”. Com isso, ela desenvolveu o hábito de guardar muita coisa para si. Escondeu tão bem seus pensamentos e emoções que nem lembra onde os guardou. O que nos leva de volta à primeira sentença do texto. Desculpe o parênteses enorme.

E um dia desses, eu estava fazendo um hiking em uma geleira qualquer aí da Noruega… e encontrei meus pensamentos, reflexões e sentimentos por um acaso, ao admirar um cenário quase intocado, perfeito, elaborado pelas mãos de um Deus pessoal e excelente. Ao observar os rios juntando-se ao fiorde, lembrei de uma bela canção que, por sua vez, lembrou-me do meu propósito aqui nesse pontinho branco do globo.

“Vou abrir o meu coração feito rio que anseia ir pro mar. Ventar, chover pra ver a inundação transbordar tesouros e canções. Vou me espalhar, semear imaginação, antever o que vai chegar. Receber a revelação de quem conheceu porque já provou. Por isso, busco em mim a visão de acolher o dom, saborear o que colhi da minha plantação. Recolher das rimas as canções, qual o rio ao mar.” Felipe Silveira – Canções

Foi-me dado um precioso presente com data de validade e me comprometo a não somente saboreá-lo sozinha (já basta comida que tenho que fazer só pra mim) e a não colocar as reflexões e pesares em um buraco negro interior. Irei expô-los aqui. Além de ser terapêutico, meus valiosos amigos brasileiros podem provar juntamente comigo essa aventura inimaginável há apenas alguns meses!

Pra terminar, o versículo que tem permanecido constantemente em meu coração nesse tempo que estou aqui.

” […] pois o Senhor tem sido bom.” Salmos 116.7

O começo deste verso fica para um possível próximo post. Por agora, basta perceber o quanto o Senhor tem sido bom.

Sognefjorden

Sognefjorden

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s