Um futuro. Uma esperança. (Retrospectiva 2016)

Uau, que ano!

Decidi tornar minha retrospectiva pública porque quando a felicidade é grande, a gente transborda. Não dá pra conter. É errado conter-se.

O ano começou sofrido. Faculdade interminável, sem perspectiva de emprego ou qualquer outra coisa para ocupar meu tempo e minha mente; esta última, cansada e sem esperança. A primeira conquista foi a carteira de motorista (que não uso para nada, obg). Então, tomei uma decisão: farei cursos! Conhecem minha habilidade em fazer 1000 cursos ao mesmo tempo, né? Então! Me matriculei em dois e só tinha dinheiro pra pagar um: a escola ministerial Liberdade Rio. Para fazer o outro (professor da língua inglesa)  – conversei com Deus – precisaria do milagre do emprego.

“Não seja por isso”, respondeu Ele.  Ele me conseguiu um emprego antes do Carnaval. Respondeu rapidinho. Agora a minha agenda estava lotada. Entretanto, o olhar ainda sem brilho e o coração pesado por não enxergar a Luz.

Aprendi a ser mais disciplinada (por incrível que pareça) ao me alimentar, exercitar e dar aulas. Com relação à vida de devoção houve pouco avanço, e a necessidade de um lugar e tempo separado foi se tornando cada vez maior.

Então o efeito das aulas/turnos frequentados na Liberdade Rio começou a apontar no mar de escuridão. Aquele lugar é abrigo, é ninho. Lugar de pouso para recuperar energia perdida. O Pai fez um grande trabalho comigo nesse um ano lá por meio de pessoas incríveis. Ele iniciou o processo permitindo-me chorar novamente (não parei mais rs). Fui quebrada, fortalezas mentais caíram para novas serem estabelecidas, uma canção começou a percorrer o meu interior e a dor transformou-se em aprendizado e saudade. Ele me resgatou, literalmente.

Há 4 semanas, estava sentada durante um turno devocional neste mesmo lugar e ouvi parte de uma canção que dizia:

“Não há nada igual, não há nada melhor a que se comparar à esperança viva. Tua presença. Eu provei e vi o mais doce amor que liberta o meu ser e a vergonha desfaz. Tua presença.” 1

Automaticamente fui levada de volta ao final de  Agosto/2015. Eu estava sentada durante a oração coletiva enquanto ouvia esta música pela primeira vez na voz de uma de minhas melhores amigas (amo você, Gi). Eu era aquela árvore sem vida da última postagem. Impenetrável, irredimível. Quão modificada eu fui pelas mãos do Eterno! E quão eternamente grata sou/serei! Ele me deu um futuro, quando não podia me encontrar, e uma esperança. A Única Esperança: a Pessoa Divina. Ele mesmo desceu, tomou minha mão e, em resposta, entreguei meu coração. A Ele a Glória!

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Agora fica a expectativa. Em menos de 1 mês estarei iniciando o ano de devoção a Ele no Curso de Preparação Profética, em Monte Mor. Ele tem suprido todas as necessidades e continuará porque…sabe o que descobri? Ele é um bom Pai. O Melhor.

Se você leu até aqui, ore com relação a minha ida e permanência lá. Ainda existem algumas pendências também. Ore a respeito, e se sentir de ajudar, manda uma mensagem aqui ou facebook ou e-mail ;) que Yaweh seja com vocês. Um feliz ano novo para nós!

1 Original Holy Spirit de Katie Torwalt & Bryan Torwalt. Versão de Laura Souguellis.

Quem tem a Deus, nada lhe falta.

É isso mesmo, Deus? Nada? Novamente?

Esta tem sido a pergunta que ecoa no meu coração há algum tempo; anos, talvez. Eu apenas nunca tinha refletido o suficiente para saber que estava sendo respondida esse tempo todo. Meus pedidos mais insistentes estão sendo respondidos por Ele – somente não da forma que eu esperava.

Houve uma época em que me sentia como a árvore descrita pelo salmista: cheia de vida, plantada junto às águas, farta de frutos e  folhas que nunca murcham. Esta estação passou e a árvore simplesmente não aguentou o rigoroso inverso que veio sobre ela; ainda mais porque o braço do rio mudou de curso e não passa mais por perto dela. Suas raízes não alcançam o nível freático como antes, as folhas se foram e os frutos foram retirados…

E ela está morrendo. O inverno tem sido muito longo e cruel; talvez ele nunca passe. O interior que sempre fora cheio de energia, calor e espanto; agora não passa de uma réplica do exterior. Escuro. Frio. Lugar de desespero, silencioso tormento.

E esta é a resposta dEle aos meus insistentes pedidos.

Não, esse ambiente aterrorizador não é a divina vingança pelos meus pecados, constantes erros e/ou desvios do Caminho.

Não, também não é porque Ele simplesmente desistiu. Você sabe que isto é contrário à essência do seu Pai.

Pense bem no que você suplicava ao Rei do Universo: 1. Ser como o vento, brisa soprada pelo Eterno para onde quer que Ele assim desejasse. 2. Enxergar a Deus. 3. Enxergar a dor do próximo. 4. Encontrar seu destino.

Aí está sua resposta. Lembra do que leu de William Tyndale há alguns meses?

Se Deus promete riquezas, o caminho para ela é a pobreza. Quem ele ama, ele disciplina; quem ele exalta, ele desencoraja; quem ele salva, primeiro, ele amaldiçoa; ele não leva nenhum homem para o céu a não ser que, antes, leve-o para o inferno. Se ele promete vida, ele o mata primeiro; quando ele edifica, primeiro derruba tudo. Ele não é de remendar, não pode edificar sobre a fundação de outro homem. Ele não começa a operar até que tudo fique irremediável e chegue a tal ponto que todos possam ver que sua mão, seu poder, sua misericórdia, sua bondade e verdade operaram tudo juntos. Ele não deixará que nenhum homem divida com ele seu louvor e sua glória.”

Ele é o Único que permanece. Todo o resto tem que desaparecer da vista e do coração para então serem criadas novas fortalezas, projetos e sonhos. A escuridão tem que ser total e palpável antes do dia nascer e o Sol iluminar tudo aquilo que antes era treva e dor.

Lembre-se que tudo passa. A primavera e as chuvas voltarão, os frutos brotarão mais belos que nunca e sua folhagem será verdejante.

Nada te turbe
Pois tudo passa
A paciência
Tudo alcança
Nada te espante

Quem tem a Deus
Quem tem a Deus,
Nada lhe falta,
Nada lhe falta,
Só Deus é o bastante.

Baseado em um poema de Tereza D’Ávila, música de Jorge Camargo (infelizmente não encontrei link no youtube).

 

Lágrimas. Esperança. Contentamento. (parte 3)

Há apenas dezoito meses eu iniciei uma série de posts e não a completei. A razão disto não foi falta de tempo porque são dezoito meses, afinal. Simplesmente não finalizei esta série por não ter encontrado o ingrediente necessário; eu sabia que estava faltando alguma coisa.

Então, depois de muitos risos, altos e baixos, buracos (quase) sem fim; além de uma pequena mudança para um país não-tropical excelente com data de validade de um ano (já está acabandoo!)… cá estou eu terminando a série que não teria fim. Sabe por que demorei tanto a escrever? É sobre o contentamento! E por incrível que pareça, a Lisandra não estava contente durante a maior parte do tempo nestes meses.

É claro que coisas incríveis aconteceram: eu vim pra Noruega, conheci pessoas diferentes, fiz novas amizades (e internacionais), as minhas antigas estão mais fortes do que nunca (e meu coração mal pode esperar pelo reencontro!), aprendi a morar sozinha, viajei para umas cidadezinhas muito entediantes (ironia, caso nao tenha percebido) e ainda posso adicionar muitas outras coisas na lista. Entretanto, em meio a tudo isto, o meu coração não tinha encontrado a paz, e consequentemente, o contentamento.

Eis então que inicio uma leitura muito transformadora. Eu já estava segurando este livro há praticamente um ano pois eu sabia que eu não seria mais a mesma após lê-lo. Aqui vai um parênteses:

Minha amiga Camilinha, você não tem ainda a ideia do quanto eu agradeço ao Pai pelo seu presente e por tê-lo trazido à Noruega comigo! Vai receber muitos abraços quando eu voltar (por causa disso e por causa da saudade gigantesca mesmo!).

Ok, voltando, rs. Este livro se chama Beijos de Katie, uma biografia escrito pela própria Katie Davis, mãe de quatorze filhas na Uganda. Eu sempre senti meu coração pulsar a ler biografias como a dela, Amy Carmichael (a mulher que quero ser parecida quando crescer) e Madre Teresa. Sempre admirei seus corações e Quem os movia em favor dos outros, porém nunca tinha parado para perceber o que elas renunciaram e a intensidade da dor desta renúncia em favor do Reino Eterno. Estas moças renunciaram tudo o que as impediam de continuar caminhando na estrada que o Pai selecionou em sua grande sabedoria. E essa renúncia foi/é dolorida, porém imprescindível para o desenvolvimento de seus projetos, que na verdade já eram dEle.

Esse livro me lembrou da diferença entre coragem e fé. Eu sou uma das pessoas menos corajosas que conheço, mas descobri que consigo dar o primeiro passo no escuro, uma decisão que me leve para fora do barco; porque eu sei que Ele está ali fora, mesmo que não esteja visível. E eu descobri que eu prefiro estar nesse lugar escuro e por vezes aterrorizador, a estar sentada em meu barco na ausência do meu Guia.

Então em meio a todas essas descobertas e lembranças, eu agi. Após dias de luto, solidão e agitação, eu finalmente renunciei algo muito precioso que já me era solicitado há alguns anos. O interessante é que a paz que excede todo entendimento veio ao meu encontro de mãos dadas ao contentamento. E além destes sentimentos inesperados, algo mais louco ainda aconteceu. Eu encontrei o meu destino, aquilo que move o coração de Deus e o meu coração na mesma frequência. Encontrei aquilo que persegui por tanto tempo sem sucesso: o contentamento. Ele estava escondido esse tempo todo no Eterno, e Ele só o deu a mim após eu entregar a Ele exatamente tudo que minhas pequenas mãos teimavam em segurar.

crianças nepalesas

crianças nepalesas

“Encheste meu coração de alegria, alegria maior do que aqueles que têm fartura de trigo e de vinho.” Salmos 4.7

Certas coisas nunca mudam?

Acabei de ler um texto e me deparei com a frase: “certas coisas nunca mudam”. Engano seu, querido autor. Todas as coisas mudam. Por mais que você deseje intensamente que seus sonhos, projetos, sentimentos e certezas permaneçam os mesmos por toda sua vida, todos os fatores são modificados por meio de apenas um elemento – o tempo. Como cada estação do ano traz consigo mudança de cor das folhas das árvores, calor, frio, flores, folhas ao chão; assim é o tempo modificando nossa vida interior. (Ponha um intercâmbio junto ao tempo e você tem um catalisador do processo).

Eu tinha a ideia de que meu coração era dividido desse jeito, assim como todas as coisas que possuía.

coração

Entretanto, não sabia que estava tão certa. Ué, Lisandra, está perdendo o raciocínio e sendo completamente incoerente? Ainda não, deixa eu explicar.

Sim, eu acredito que as coisas mudam. Estou vivenciando isso e dá uma tristeza louca de ver tudo sendo alterado em meu interior em questão de meses. Meus sonhos eu já não sei mais quais são, os projetos que já não tinha certeza estão mais confusos que anteriormente e até as pessoas do meu convívio foram sucedidas por outras. Ok, Lisandra, a culpa é sua de se meter em um intercâmbio. Sim, mas esse não é o foco da postagem.

Então, aonde eu estava?? Ah, no desespero da alma. Sim, eu literalmente estava no desespero da alma até ouvir essa canção que me lembrou de uma coisa que é eterna e sempre será. O único que nunca será alterado.

“You are my first, You are my last. You are my future and my past.” J.M. McMillan

(Você é o meu primeiro, você é o meu último. Você é meu futuro e o meu passado.)

O desconsolo foi embora – ou melhor, está se despedindo ainda. O meu Pai nunca se tornará uma pessoa diferente com um caráter desconhecido e um coração sem compaixão. Ele jamais olhará para mim com desaprovação por quem me tornei. Ele é o único que conhece todos os meus pensamentos e intenções e ainda assim permanece imutável – em meio a esse emaranhado confuso da minha vida. Na verdade, Ele se alegra e faz tudo se transformar em bem. Porque isto está intrínseco ao caráter dEle. E Ele chama dentro de toda esta desordem:

“Levanta-te, minha amada, minha bela, e vem. Olha e vê que o inverno já passou;  a chuva cessou e já se foi. Aparecem as flores na terra, chegou o tempo de cantar; e já se ouve o arrulhar da rolinha em nossa terra. A figueira começa a dar os seus primeiros figos; as vinhas estão em flor e espalham sua fragrância. Levanta-te, minha amada, minha bela e vem. Pomba minha, que andas pelas fendas das rochas, nos esconderijos, nas encostas dos montes, mostra-me o teu rosto, deixa-me ouvir a tua voz; pois a tua voz é doce, e o teu rosto é lindo.” Cântico dos Cânticos 2. 10-14

Então, após toda essa análise devo confessar que o autor da expressão “certas coisas nunca mudam” está correto. Na verdade, quase 100% correto, pois apenas uma coisa nunca muda. O resto, assim como nós, não passa de uma metamorfose ambulante.

Quando o rio encontra o mar e tudo faz sentido

E um dia desses, eu estava fazendo um hiking em uma geleira qualquer aí da Noruega…

Sim! Estou na Noruega há pouco mais de dois meses e vou contar pra vocês, caros leitores, o que ando pensando ultimamente. Para ser completamente honesta, o que mais tenho feito estes dois meses é pensar…

Visualize a situação: uma moça carioca (ou fluminense, sei lá) de 21 anos que sempre morou com os pais na cidade conhecida como “Formigueiro das Américas” – 13186 hab/km² segundo Wikipedia – recebe uma oportunidade de morar na cidade de Trondheim, Noruega (451 hab/km²). Isso significa que a senhorita deixou todo o mundo tropical que conhecia, juntamente com as pessoas especiais que o povoam, e foi embora sozinha viver numa cidade com poucas pessoas, nenhum barulho e ônibus que chegam na hora certa. Isso parece algo que aquela louca – faladeira – risonha – barulhenta – pseudo-cantora Lisandra faria? Claro que não! Pois bem, ela empacotou o que pode e levou todo o resto no coração.

Ela teve que aprender a pensar antes de falar, a decidir não falar em muitas das ocasiões, a sorrir e acenar diversas vezes enquanto refletia “O QUE ESTOU FAZENDO AQUI?”. Com isso, ela desenvolveu o hábito de guardar muita coisa para si. Escondeu tão bem seus pensamentos e emoções que nem lembra onde os guardou. O que nos leva de volta à primeira sentença do texto. Desculpe o parênteses enorme.

E um dia desses, eu estava fazendo um hiking em uma geleira qualquer aí da Noruega… e encontrei meus pensamentos, reflexões e sentimentos por um acaso, ao admirar um cenário quase intocado, perfeito, elaborado pelas mãos de um Deus pessoal e excelente. Ao observar os rios juntando-se ao fiorde, lembrei de uma bela canção que, por sua vez, lembrou-me do meu propósito aqui nesse pontinho branco do globo.

“Vou abrir o meu coração feito rio que anseia ir pro mar. Ventar, chover pra ver a inundação transbordar tesouros e canções. Vou me espalhar, semear imaginação, antever o que vai chegar. Receber a revelação de quem conheceu porque já provou. Por isso, busco em mim a visão de acolher o dom, saborear o que colhi da minha plantação. Recolher das rimas as canções, qual o rio ao mar.” Felipe Silveira – Canções

Foi-me dado um precioso presente com data de validade e me comprometo a não somente saboreá-lo sozinha (já basta comida que tenho que fazer só pra mim) e a não colocar as reflexões e pesares em um buraco negro interior. Irei expô-los aqui. Além de ser terapêutico, meus valiosos amigos brasileiros podem provar juntamente comigo essa aventura inimaginável há apenas alguns meses!

Pra terminar, o versículo que tem permanecido constantemente em meu coração nesse tempo que estou aqui.

” […] pois o Senhor tem sido bom.” Salmos 116.7

O começo deste verso fica para um possível próximo post. Por agora, basta perceber o quanto o Senhor tem sido bom.

Sognefjorden

Sognefjorden

Medo, uma história e a Vontade.

O medo é um estado de progressiva insegurança e angústia, de impotência e invalidez crescentes, ante a impressão iminente de que sucederá algo que gostaríamos de evitar e que progressivamente nos consideramos menos capazes de fazer. (Dalgalarrondo, 2006)

Estranho é como esta sensação, algo imaterial, toma-nos aos poucos e personifica-se em nosso interior, impedindo que nada além da ansiedade e insegurança povoem nossos pensamentos, circulando desespero em nosso sangue. Ao sentir o medo, nossas emoções e sentimentos são modificados, pelo instinto de preservação presente em nosso interior. Utilizarei como exemplo o meu querido amigo Abraão.

Abraão foi chamado para sair de sua terra aos 75 anos, velho e sem filhos. Só não foi-lhe dito qual lugar fixar residência, Deus iria mostrar-lhe no futuro. (Aonde e quando não são questões articuladas, mesmo na insegurança). Este homem, juntamente com seus escravos e esposa, sai rumo ao desconhecido, construindo o primeiro altar na cidade em que escuta seu amigo Deus dizer que seria de sua descendência.

Onze anos se passam, a promessa é lembrada mais uma vez e… nada. Abraão e Sara não conseguem ter filhos, para ser possível uma descendência. Começam a pensar que podem estar interpretando errado o que Deus disse (a insegurança tomando forma), e então Sara dá sua escrava Agar a Abraão, para ter filhos por meio dela. E ela dá a luz a Ismael.

Quatorze anos após o nascimento de Ismael, Isaque é gerado por meio de Sara. A promessa feita por Deus há vinte e cinco anos é com relação à descendência de Isaque, mas Ismael também é abençoado e recebe visitações de Deus junto à sua mãe Agar em tempos de crise.

Em duas situações distintas, Abraão mentiu a dois reis sobre quem era Sara, pois sentiu medo de ser morto por ser esposo de tão bela mulher (olá, medo). Nas duas ocorrências, os homens foram impedidos por Deus de possuí-la com a promessa de suas famílias e povo serem castigados, caso esta não fosse entregue a Abraão rapidamente.

Acho que Abraão já tinha entendido o que seu amigo leal Deus admirava; pelo menos eu vejo um padrão aqui. Nas situações em que ele teve medo e “bolou” saídas desesperadas, a vida complicou. Por exemplo, Ismael teve de ir para outro lugar para começar sua descendência, que hoje enfrenta grandes preconceitos, luta por terras e é maltratado. É um povo abençoado e amado por Deus, mas muito sofrido debaixo do Sol.

Sabe por que acho que Abraão viu o “padrão” de Deus na vida dele? Porque quando Ele provou Abraão, pedindo para sacrificar a sua descendência (Isaque) depois de obtê-la com tanto desgaste e após tanto tempo de espera, ele não hesitou, não passou dias chorando e perguntando “POR QUÊ?”. Tomou seu filho e foi. E mais uma vez Deus lhe atribuiu isto como justiça.

E no final, mesmo com os efeitos colaterais do ser humano imperfeito, Deus teve prazer em ver ser trabalho completo. Porque mesmo o medo sendo algo intrínseco ao homem nesta vida, ele é minimizado à medida que andamos ao lado do nosso amigo Deus e ouvindo Seu coração. E no desfecho da vida, Sua vontade perfeita ainda é realizada em meio a nossa imperfeição. Como dizia o querido Renato Russo,

“E o teu medo de ter medo de ter medo não faz da minha força confusão.” Legião Urbana – Daniel na Cova dos Leões

Quero aprender com Abraão ao lado de Jesus. E crer realmente em Deus com todas as minhas forças e entendimento e ficar contando estrelas até quando Ele assim desejar. Eu não quero ter medo.